CASO DE SUCESSO: AS DELÍCIAS DA VÓ NECA

Texto produzido por Faemg

A produtora rural Maria Aparecida da Silva Santos, a Vó Neca, faz sucesso em Capitólio. Moradora do bairro rural Mata dos Santos, ela viu a sua se vida transformar depois de participar de vários cursos do Sistema Faemg / Senar Minas na área de produção de alimentos. Atualmente, comercializa seus produtos para o comércio local e turistas. O que era uma diversificação na alimentação da família, se transformou em renda familiar.

“Tudo o que sei é à base do Senar Minas”.

Com esta afirmação a Vó Neca, como carinhosamente é conhecida, relata que todos os produtos que comercializa ela aprendeu nos 18  cursos do Senar em que participou. Produção de doces, bolachas, pães e derivados do café são alguns que deram base para a sua produção de bolachinhas, doces e o café torrado e moído à sua moda. “Eu fazia o café aqui para a casa, da maneira que eu gosto. Minha filha sugeriu que o levássemos para a comercialização. Não é que deu certo?”. Vó Neca não produz café. Ela compra os grãos e prepara o pós a sua moda como aprendeu no curso.

A trajetória que a levou a empreender começou há dois anos. Com o alavancar do turismo em Capitólio, ela quis se associar a Associação dos Artesãos de Produtos Caseiros de Capitólio para a venda de artesanato. Foi lá que ouviu das integrantes que o seus quitutes eram bons e que deveria levar para a comercialização. E assim, tudo começou e ela conquistou clientes em toda cidade. Associados às bolachas ela agregou outros produtos, como o doce de leite com café e, mais recentemente, o pó de café que já lhe trouxe resultados. Um turista comprou o produto e entrou em contato para a comercialização em Campinas (SP).

“Eu trabalho no meu tempo, pois trabalho sozinha. Não posso divulgar muito, porque não teria produtos para atender a demanda, mas estou feliz com o resultado financeiro obtido”. Vó Neca produz 1 kg de bolachas por dia, mas tem meta de chegar a 2 kg/dia. Ainda produz o doce de leite e prepara o pó de café. São muitas atividades associadas às demais que já mantém no sítio, onde reside com o marido, que trabalha atualmente com leite. A filha Simone ajuda na entrega dos produtos. Residindo em área próxima da cidade, ela vai quase todos os dias a Capitólio para a entrega dos seus quitutes. “Eu prefiro assim, para não acumular e dificultar a entrega”.

Segundo a produtora, o volume de trabalho permitido é esse, pois sofreu um acidente há alguns anos e ficou com sequelas na coluna. A atividade, da maneira que executa, não a atrapalha e lhe traz alegrias, pois, além da comercialização dos produtos, tem o contato com a clientela.