Diversidade de plantas valoriza a propriedade rural

Agricultores do Sudeste Paraense mostram que proteger e recuperar capoeiras (áreas de vegetação secundária) é um bom negócio para a família e para o meio ambiente. Prova disso é o certificado que vão receber da Embrapa, indicando a variedade de espécies nas suas áreas e os usos mais comuns. A ação acontecerá neste sábado, dia 23, no assentamento Piquiá, em Marabá.

O dia de campo “Valorização ambiental da propriedade rural” é resultado do trabalho da Rede Amazônia Sustentável (RAS), que desde 2014 faz o monitoramento de capoeiras em 10 propriedades rurais no município Marabá e Parauapebas.
[pmore]
“Os pesquisadores monitoram as áreas em regeneração natural a cada dois anos e medem a quantidade de carbono e a riqueza de espécies de plantas e animais, comparando-as às florestas primárias”, explica a pesquisadora Joice Ferreira, da Embrapa Amazônia Oriental.

O trabalho é realizado em parceria com os agricultores proprietários dessas áreas. Um deles é o Sebastião Filizardo de Souza, conhecido como “Tião do Cupuaçu”, onde será realizado o dia de campo. O local, segundo a pesquisadora, tem sistemas agroflorestais multidiversos, com variadas espécies madeireiras e alta produção de frutíferas, como o cupuaçu.

Nos locais de estudos, os pesquisadores mediram o aumento de carbono (em toneladas por hectare) e da riqueza de espécies de plantas no período de 2014 a 2017. Entre os resultados do trabalho, está um levantamento com a diversidade de espécies presentes nas capoeiras e os principais usos dessas espécies, como o madeireiro, medicinal, uso para alimentação, celulose, artesanato, construção rural, entre outros. Esse levantamento deu origem ao Certificado das Plantas da Propriedade Rural que será entregue aos agricultores parceiros. “O certificado mostra o que cada agricultor tem em sua área em termos de espécie e como essa diversidade valoriza a propriedade e gera benefícios às famílias”, destaca a pesquisadora.

O próximo passo do trabalho é atuar na recuperação produtiva de Áreas de Preservação Permanente e Áreas de Reserva Legal. Isso significa recuperar essas áreas com o plantio de espécies que gerem benefícios – segurança alimentar e renda – ao produtor e valorizem sua área. A continuidade do trabalho será realizada pelo Projeto Inovaflora, no âmbito do Fundo Amazônia, que prevê a redução do desmatamento no território Sudeste Paraense.

Sobre a RAS – A Rede Amazônia Sustentável é um consórcio de instituições brasileiras e internacionais de pesquisa, que atua na avaliação da sustentabilidade dos usos da terra no leste da Amazônia desde 2010. A iniciativa reúne mais de 30 instituições parceiras, entre elas Embrapa Amazônia Oriental e Embrapa Territorial (SP), contando com quase 100 pesquisadores e estudantes de diversos países.

Serviço:

Dia de campo “Valorização ambiental da propriedade rural”

Local: Projeto de Assentamento Piquiá 1 (Vila Sororó – lote do Tião do Cupuaçu), a 40 minutos de Marabá.

Hora: 8h30 às 15h

Agricultores do Sudeste Paraense mostram que proteger e recuperar capoeiras (áreas de vegetação secundária) é um bom negócio para a família e para o meio ambiente. Prova disso é o certificado que vão receber da Embrapa, indicando a variedade de espécies nas suas áreas e os usos mais comuns. A ação acontecerá neste sábado, dia 23, no assentamento Piquiá, em Marabá.

O dia de campo “Valorização ambiental da propriedade rural” é resultado do trabalho da Rede Amazônia Sustentável (RAS), que desde 2014 faz o monitoramento de capoeiras em 10 propriedades rurais no município Marabá e Parauapebas. “Os pesquisadores monitoram as áreas em regeneração natural a cada dois anos e medem a quantidade de carbono e a riqueza de espécies de plantas e animais, comparando-as às florestas primárias”, explica a pesquisadora Joice Ferreira, da Embrapa Amazônia Oriental.

O trabalho é realizado em parceria com os agricultores proprietários dessas áreas. Um deles é o Sebastião Filizardo de Souza, conhecido como “Tião do Cupuaçu”, onde será realizado o dia de campo. O local, segundo a pesquisadora, tem sistemas agroflorestais multidiversos, com variadas espécies madeireiras e alta produção de frutíferas, como o cupuaçu.

Nos locais de estudos, os pesquisadores mediram o aumento de carbono (em toneladas por hectare) e da riqueza de espécies de plantas no período de 2014 a 2017. Entre os resultados do trabalho, está um levantamento com a diversidade de espécies presentes nas capoeiras e os principais usos dessas espécies, como o madeireiro, medicinal, uso para alimentação, celulose, artesanato, construção rural, entre outros. Esse levantamento deu origem ao Certificado das Plantas da Propriedade Rural que será entregue aos agricultores parceiros. “O certificado mostra o que cada agricultor tem em sua área em termos de espécie e como essa diversidade valoriza a propriedade e gera benefícios às famílias”, destaca a pesquisadora.

O próximo passo do trabalho é atuar na recuperação produtiva de Áreas de Preservação Permanente e Áreas de Reserva Legal. Isso significa recuperar essas áreas com o plantio de espécies que gerem benefícios – segurança alimentar e renda – ao produtor e valorizem sua área. A continuidade do trabalho será realizada pelo Projeto Inovaflora, no âmbito do Fundo Amazônia, que prevê a redução do desmatamento no território Sudeste Paraense.

Sobre a RAS – A Rede Amazônia Sustentável é um consórcio de instituições brasileiras e internacionais de pesquisa, que atua na avaliação da sustentabilidade dos usos da terra no leste da Amazônia desde 2010. A iniciativa reúne mais de 30 instituições parceiras, entre elas Embrapa Amazônia Oriental e Embrapa Territorial (SP), contando com quase 100 pesquisadores e estudantes de diversos países.

Serviço:

Dia de campo “Valorização ambiental da propriedade rural”

Local: Projeto de Assentamento Piquiá 1 (Vila Sororó – lote do Tião do Cupuaçu), a 40 minutos de Marabá.

Hora: 8h30 às 15h